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No dia 05 de novembro de 2020 completaram cinco anos do rompimento da barragem de Fundão da Samarco/Vale/BHP e para que essa data não seja esquecida foi lançada a campanha Rompendo a Máscara com objetivo de expor a realidade dos impactos do grupo minerário em Minas Gerais. A ação é realizada pelas Brigadas Populares em parceria com a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale (AIAAV) e apoio da Misereor. Serão produzidos e divulgados até janeiro de 2021, mês que marca os dois anos do rompimento da barragem do Córrego de Feijão, em Brumadinho, 16 materiais informativos com dados coletados nos territórios atingidos de Mariana, Brumadinho e Itabira sobre as atrocidades que as mineradoras vem realizando.

Os primeiros cards apresentam denúncias sobre a atuação da mineradora nos principais municípios que ela desenvolve atividade em Minas Gerais. Em Brumadinho, por exemplo, temos uma série de denúncias sobre as violações de atingidos e atingidas que nem sequer são reconhecidos pela mineradora, mas tiveram suas vidas modificadas pelo rompimento da barragem. No contexto de Mariana temos um lento processo de reparação com quadros de saúde preocupantes.Em Itabira, trabalhadores da mineradora continuaram exercendo atividade durante a pandemia da Covid-19.

As denúncias da Campanha Rompendo a Máscara desvelam informações que não são divulgadas sobre a mineradora. Como conta Marino D’Angelo, atingido de Mariana, sobre sua realidade: “Sou um produtor rural que cheguei a produzir quase mil litros e mais 10 mil com a cooperativa. Hoje produzo 200 litros de leite com uma dificuldade muito grande. Mudou completamente a minha vida autônoma. Vivo em isolamento antes da pandemia, desde que o rompimento da barragem aconteceu. A reparação integral não aconteceu”. Esse depoimento foi apresentado a Marcos Orellana, relator da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre gestão de substância e resíduos tóxicos no último dia 08 de outubro no webinário Violações de direitos socioambientais no Brasil: uma trajetória perigosa e trágica, promovido pelas organizações que integram a Articulação.

Acompanhe a campanha aqui no nosso site e das Brigadas Populares e ajude a divulgar!