Por Folha de São Paulo


Foto: Pedro Ladeira

Para pesquisador, é preciso rediscutir modelo de desenvolvimento neoextrativista

Henri Acselrad

[RESUMO] Para autor, tragédia ambiental decorre de submissão de poderes públicos a interesse privado e é mais uma face do descaso com a população. Mais uma vez, lama, destruição, morte, desamparo e desolação.

Ante o desastre em Brumadinho (MG), algumas falas governamentais iniciais evocam a necessidade de orações. Outras declaram perplexidade diante de fatos há muito e por muitos prenunciados —de peritos criminais a grupos de pesquisa de universidades públicas. Algumas, ainda, dizem nada poder fazer, por tratar-se de evento de responsabilidade privada: “O governo federal não tem nada a ver com isso”.

Ora, o bem público é, por definição, responsabilidade do Estado, e o tal do “meio ambiente” é o mais claro exemplo de um bem estritamente público. Pois, se não for o Estado a cuidar de rios e matas, da qualidade do ar de bacias aéreas e da qualidade das águas fornecidas por sistemas de abastecimento, quem o fará?

Texto completo: Brumadinho evidencia Estado submisso a interesses de empresas