No dia 25 de janeiro de 2019, três anos após o maior crime socioambiental do país ocorrido em Mariana, Minas Gerais voltou a viver uma grande tragédia causada pela mineração. O rompimento da Barragem I, no Complexo do Córrego do Feijão, da empresa Vale S.A..

Hoje, nove meses depois, a situação permanece crítica. 252 pessoas foram mortas e outras 18 permanecem desaparecidas. Pouco foi feito para atender os atingidos e atingidas e para compensar ou mitigar os incalculáveis impactos ambientais ao longo do Rio Paraopeba. A população de Brumadinho segue resistindo e lutando por justiça.

As famílias atingidas junto com a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidos pela Vale, com a Associação Comunitária da Jangada, em coalizão com o European Centre for Constitutional and Human Rights (ECCHR) e a MISEREOR, ingressaram com uma queixa criminal na Alemanha contra a empresa certificadora alemã TÜV Süd, que atestou a segurança da barragem de rejeitos mesmo diante de robustas evidências em contrário.

Hoje é dia de homenagear as vítimas e lembrar que não haverá descanso enquanto não houver mudança nesse modelo de mineração que mata. A resistência e a luta por justiça permanecerá.