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Por Coletivo de Comunicação do MAM


Foto: Marcelo Cruz

“Que esse episódio sirva de alerta a situação dos povos que sofrem racismo ambiental. É significativo estarmos vivendo esse crime nessa conjuntura onde o Ministério do Trabalho é extinto e coloca os trabalhadores na margem da precariedade.” Daniela Fichino, representante Justiça Global e da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale.

A Articulação acompanha há muitos anos o município de Brumadinho com o intuito de monitorar a atuação da Vale e suas diversas violações dos direitos humanos causando alterações do modo de vida da população local e destruição do meio ambiente.

A Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale afirma, de acordo com o relatório feito a partir de missão nos locais atingidos nos últimos dias, que existe uma confusão em relação aos atores que estão se colocando como informantes do desastre. Denunciam que a principal informante tem sido a Vale que controla o fluxo de informação e o espaço da Associação local destinado ao atendimento das vítimas. Há supostos funcionários descaracterizados do uniforme da empresa e se apresentando como voluntários. Também foi informado na coletiva que não tem sido disponibilizado atendimento psicológico necessário a população.

Destacamos também os seguintes pontos abordados na coletiva.
A Vale não disponibilizou os documentos e laudos e planos de ermegência que afirmam a segurança da barragem de rejeito. Isso revela a violação dos direitos do cidadão e a insegurança da barragem que rompeu sem medidas de segurança terem sido tomadas, como a sirene que não tocou.

A atuação da imprensa se torna essencial nesse momento cumprindo o papel de denunciar o crime cometido pela Vale nacionalmente e internacionalmente.

É reinvidicado que os orgãos responsáveis atuem com responsabilidade para que os envolvidos no crime seja devidamente punidos.

Os danos ocasionados na estrada prejudica o desenvolvimento das atividades que mantinham a renda da população.

Também foi reivindicado uma Assembleia extraordinária para que se discuta devidamente sobre o crime e responsabilidades da empresa.

“Nesse momento de profunda revolta podemos afirma que a empresa agiu de má fé. Existe há anos notório conflito entre a comunidade e a Vale. A empresa mentiu e ignorou as diversas manifestações da comunidade.” Carolina de Moura, Movimento pelas Serras e Águas de Minas e Articulação dos Atingidos e Atingidas pela Vale.

O que aconteceu em Brumadinho não é um caso isolado, mas faz parte de um modelo mineral insustentável que destrói vidas e a natureza em todo o país e fora também.

“O MAM está atuando em Brumadinho com uma brigada e as exigencias colocadas pela Articulação são as demandas que a gente vem acompanhando na comunidade do Córrego do Feijão e ao longo do Paraopeba. Destaco que a situação da água se torna emergêncial nesse momento, pois o rio Paraopeba está completamente contaminado.” Michele Ramos, Coordenação Nacional do MAM.