fbpx

Por El País


Empresa diz que vai por fim a represas como a de Brumadinho em dez locais. Prazo para concluir trabalho é de até três anos

O impacto inicial da catástrofe da mina de Brumadinho foi derivando com a passagem dos dias em uma crescente indignação e ira de familiares das vítimas, ambientalistas, políticos, seus próprios acionistas e os cidadãos em geral com a Vale, a empresa proprietária que já esteve envolvida em um desastre semelhante em 2015, em Mariana. A exigência de que se faça justiça, desta vez, já é um clamor. Cinco engenheiros que avaliaram em dezembro a barragem que se rompeu foram detidos provisoriamente na terça-feira por ordem de uma juízaque está considerando acusá-los de homicídio, crime ambiental e falsidade. Três deles, funcionários da Vale, estiveram envolvidos diretamente na última autorização da mina Córrego do Feijão, em dezembro. Os outros dois trabalham para a auditora alemã Tuv-Sud, responsável por avaliar o risco da instalação. Todas as licenças estavam em ordem.

As prisões, feitas no início da manhã, aconteceram depois do aumento –na véspera– das críticas à cúpula da maior empresa de mineração no Brasil pela magnitude da tragédia e porque é reincidente. Imediatamente depois de tomar conhecimento do desastre desta sexta-feira, a empresa, um gigante de 100.000 empregados entre diretos e indiretos, começou a ser castigada na Bolsa de Valores de Nova York. Naquele dia, a Bolsa de São Paulo estava fechada porque a cidade comemorava seu 465º aniversário, mas na segunda-feira as ações chegaram a cair 22% no índice Bovespa. As cifras se recuperaram um pouco na terça, mas nada capaz de compensar as perdas do dia anterior e os problemas futuros da companhia, na mira das agências classificadoras de risco.

Matéria completa: TRAGÉDIA DE BRUMADINHO