Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale


Cinco anos depois do rompimento da barragem de Fundão, na bacia do Rio Doce, o crime segue repleto de impunidade e com campanha para volta das atividades da mineradora Samarco em Mariana. O lucro acima de tudo e de todos tem deixado rastros de morte pela rota da mineração em Minas Gerais e em todos os locais de atuação do grupo minerário Samarco/Vale/BHP Billiton. Seja nas ações de reparação após um crime, seja nas violações constantes de direitos socioambientais.

A Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale (AIAAV) convida para a live “Territórios Minerários: muito além da lama” para escuta atenta das principais lideranças que estão na defesa da vida – as mulheres. O maior crime na história da mineração escancarou que o modelo de exploração mineral é insustentável e que métodos e práticas das mineradoras se repetem na expropriação territorial de diversas comunidades e povos tradicionais em Minas Gerais e no Brasil.

Neste mês que celebra a consciência negra destacamos a importância de refletirmos sobre a composição étnico-racial das comunidades que residem ao entorno das estruturas dos megaempreendimentos. O racismo é visível quando a população não é consultada sobre a atividade a ser explorada em seu território, quando não são reconhecidas como atingidas após um rompimento de barragem, quando estão sujeitas a destruição dos recursos naturais e dos seus modos de vida.

Em nossa live vamos conversar sobre o que aprendemos com o crime na bacia do Rio Doce, mas também com toda a história da mineração nos territórios em que nossas participantes residem. Elas vivem em seus corpos a primeira violação sobre o direito de (re) existir.

Live Territórios minerários: muito além da lama

Data: 26 de novembro de 2020

Horário: 18h às 20h

Transmissão: youtube.com/atingidospelavale