Por EBC


Ouça a entrevista com o pesquisador Emanuele La Terra sobre a metodologia para encontrar falhas nas estruturas

O Tarde Nacional conversou com Emanuele La Terra, pesquisador do Observatório Nacional sobre o projeto desenvolvido para o monitoramento de barragens e prevenção de tragédias. Para ser fiscalizada uma barragem tem que ter a capacidade de 3 milhões de metros cúbicos ou superior, se for de resíduos perigosos, independe do tamanho.

“São diversas as causas que levam a ruptura de barragem, pode ser um fato isolado ou um conjunto de fatores combinados”, explica Emanuele.  “Exemplo disso é uma erosao na fundação, a jusante da barragem, escorregamento da fundação, cheia causada por precipitação.” O professor enumera ainda como possíveis falhas que podem provocar uma tragédia  sobrecarga de material além da capacidade, uso de material inadequado, erro de projeto e falhas operacionais.

O professor explica que todas os métodos aplicados pelo Observatório para medir a segurança da barragem têm um objetivo: medir a propriedade física associada a presença de fluído no interior da mesma. “É isso que provoca o rompimento, a liquefação desse material ferroso.”

Um exemplo dessa abordagem, conta o professor, é o uso de varios sensores no maçiço da barragem que permite monitorar essas propriedades fisicas de forma tridimensional. “A gente vai conseguir ver dentro da barragem, sem precisar fazer nenhum furo”, exclarece Emanuele.

Ouça a entrevista na íntegra em EBC