Por Sul21


No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, deixou 19 mortos e um rastro de destruição que impactou a vida de milhares de pessoas. No dia 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem de Brumadinho, também em Minas Gerais, causou uma tragédia ainda maior, com mais de 200 mortos e dezenas de desaparecidos até hoje. Os dois rompimentos de barragens colocaram na agenda nacional o tema dos impactos sociais e ambientais da mineração. Passado o impacto midiático maior dos dois rompimentos, a vida das pessoas atingidas, porém, segue sendo afetada.

“O dia 5 de novembro de 2015 foi só gatilho para que esse desastre tomasse proporções que nunca tinham acontecido no Brasil. E o desastre continua acontecendo, ele não se interrompeu, não terminou. Para as vítimas das empresas, os efeitos dele se prolongam no tempo”, diz Tatiana Ribeiro, professora e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioambientais (Gepsa) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOR), que vem acompanhando a situação dos atingidos pelo rompimento das barragens. Em entrevista ao Sul21, a pesquisadora fala sobre a realidade dessas famílias e sobre a sua luta por uma reparação integral pelo ocorrido, o que até hoje não aconteceu.

“As pessoas atingidas têm que viver em um processo de permanente atenção para que elas não sejam lesadas. As empresas atuam no sentido de buscar acordos individuais e dividir as comunidades, o que acaba prejudicando a articulação das pessoas atingidas na defesa dos seus direitos”, assinala Tatiana Ribeiro.

Leia a entrevista na íntegra no portal Sul21.